segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vem!

«Ó Verdade, luz do meu coração; não me falem nas minhas trevas! Inclinei-me para elas e fiquei às escuras; mas, a partir delas, amei-te com paixão. Pequei e lembrei-me de Ti. Ouvi a Tua voz atrás de mim para que regressasse, mal a ouvi pelo tumulto dos sem-paz. Mas eis que agora, abrasado e ansioso, regresso à Tua fonte. Ninguém mo proíba, para que beba e vive nela. Não seja eu a minha vida, pois, por mim, vivi mal; fui morte para mim mesmo. Em Ti começo a viver.
Senhor, tenho sede. Fonte de vida, saciai-me... Vem, Senhor, não tardes. Vem, Senhor Jesus! Vem visitar-nos na paz. Vem e liberta este prisioneiro do cárcere para que, com todo o coração, nos alegremos diante de Ti. Vem, nosso Salvador; vem, desejado de todos os povos... Mostra-nos o Teu rosto e seremos salvos.» (Santo Agostinho, Confissões)

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