segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

São Francisco Xavier

Nasceu a 7 de abril de 1506 no castelo de Xavier, em Navarra, na Espanha. Estudou na universidade de Paris tornando-se depois professor. Foi aí que estabeleceu contacto com Inácio de Loiola, seu aluno, que muita influência teve no percurso de Francisco. Inácio repetia-lhe incessantemente a frase do Evangelho: «que  vale ao homem ganhar todo o dinheiro do mundo, se perde a alma?». Francisco acaba por se render à verdade, renuncia às suas ambições académicas e junta-se ao grupo de jesuítas de que Inácio já fazia parte. É ordenado sacerdote em 1537, em Roma, e em 1541 é enviado pelo papa à Índia, ao serviço do monarca português. Evangelizou incansavelmente a Índia e o Japão durante 10 anos, levando muitos à conversão. Sonhou evangelizar a China, mas na noite de 2 para 3 de dezembro de 1552 morre com apenas 42 anos, na ilha de Sanchoão, às portas da China, totalmente esgotado.
Foi proclamado patrono das missões e o papa Pio XII nomeou-o padroeiro do turismo.

Das cartas de São Francisco Xavier, presbítero, a Santo Inácio:
«Viemos por povoações de cristãos, que se converteram há uns oito anos. Nestes sítios não vivem portugueses, por a terra ser muitíssimo estéril e extremamente pobre. Os cristãos destes lugares, por não terem quem os instrua na nossa fé, somente sabem dizer que são cristãos. Não têm quem lhes diga missa e, ainda menos, quem lhes ensine o Credo e o Pai-Nosso, a Ave-Maria e os Mandamentos. Quando eu chegava a estas povoações, batizava todas as crianças por batizar. Deste forma, batizei uma grande multidão de meninos que não sabiam distinguir a mão direita da esquerda. Ao entrar nos povoados, as crianças não me deixavam rezar o Ofício divino, nem comer, nem dormir, e só queriam que lhes ensinasse algumas orações. Comecei então a saber porque é deles o reino dos Céus. Como seria ímpio negar-me a pedido tão santo, comecei pela confissão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, pelo Credo, Pai-nosso, Ave-Maria, e assim os fui ensinando. Descobri neles grande inteligência. Se houvesse quem os instruísse na fé, tenho por certo que seriam bons cristãos.
Muitos deixam de se fazer cristãos nestas terras, por não haver quem se ocupe de tão santas obras. Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E, se assim como vão estudando as letras, estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar, por meio dos Exercícios Espirituais, conhecer e sentir dentro de suas almas a vontade divina, conformando-se mais com ela do que com suas próprias afeições, dizendo: "Senhor, eis-me aqui: que quereis que eu faça? Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso, até mesmo para a Índia".» In Liturgia das Horas.

Oração: Senhor, que, pela pregação de São Francisco Xavier, chamastes muitos povos ao conhecimento do vosso nome, concedei a todos os cristãos o mesmo zelo pela propagação da fé, para que, em toda a terra, a santa Igreja se alegre com novos filhos. Ámen.

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