domingo, 14 de julho de 2013

Domingo, XV do tempo comum
1.ª leitura Dt 30, 10-14;
2.ª leitura Cl 1, 15-20;
Lc 10, 25-35.

«Esteja a Vossa palavra, Senhor, na minha boca e no meu coração para a poder cumprir.» (Dt 30, 14)

Deus não se alheou da vida do homem, mas inclinou-se sobre ele e estabeleceu com ele uma aliança. «Hás de ouvir a voz do Senhor, teu Deus, e cumprir os seus ensinamentos e as suas leis.» (Dt 30, 10). Não se trata de uma lei abstrata, imposta a partir de fora, mas sim de dentro, inscrita no coração do ser humano.
O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus a falar com um doutor da lei sobre o primeiro mandamento: o amor a Deus ao próximo. O doutor interroga Jesus, não pelo desejo de aprender, mas para «O experimentar», e termina a sua consulta com a seguinte pergunta: «Quem é o meu próximo?». Jesus não lhe responde com uma definição, mas com uma história de um infeliz, que foi assaltado, esmurrado por um grupo de salteadores e atirado para uma valeta meio morto. Passam por aquele caminho dois indivíduos -- um sacerdote e um levita -- que o veem, mas seguem o seu caminho sem tão-pouco se preocuparem com ele. Um samaritano passa, apieda-se do pobre infeliz e socorre-o, levando-o até uma estalagem.
A conclusão a que chegamos é clara: não podemos fazer distinções de religião, nem de raça, nem de amigo ou de inimigo. Todo aquele que necessita de ajuda, esse é o nosso próximo, como tal deve ser amado, como se ama cada um a si mesmo.
A parábola de Jesus obriga o doutor da lei a reconhecer que quem cumpriu a lei foi o homem que não era especialista nela, como o sacerdote ou o levita teriam maior responsabilidade em socorrer o ferido. O samaritano, um homem sem instrução, que era visto pelos judeus da época como incrédulo e pecador. Aquele que tem um coração empedernido, é egoísta e olha apenas para o seu umbigo e sempre encontrará desculpas para se ver livre de ajudar o próximo, especialmente se essa ajuda lhe for incómoda e lhe exigir sacrifícios.

«Ó Cristo, ó doce Jesus! Concedei-me essa inefável caridade para que seja perseverante e nunca mude, porque quem possui a caridade, está apoiado em Vós, pedra viva, isto é, aprendeu a amar o seu Criador, seguindo os vossos passos. Em Vós leio a regra e a doutrina que me convém possuir, porque Vós sois o caminho, a verdade e a vida; porque, lendo em Vós, que sois o livro da vida, poderei andar no reto caminho e atender unicamente ao amor de Deus e à salvação do meu próximo.» (Santa Catarina de Sena, Epistolário, 7)

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